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Archive for dezembro \31\UTC 2007

Um ano em dez livros

Os autores e as Histórias que movimentaram as livrarias em 2007 -segundo a “Revista da Semana”

Harry Potter e as Relíquias da Morte, J. K. Rowling
Lançado em novembro no Brasil,o livro encerrou com grande estilo um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos. Traduzido para 65 idiomas, os sete volumes da saga venderam mais de 350 milhões de exemplares em todo o mundo.

O Castelo na Floresta, Normam Mailer
Baseado em sólida pesquisa documental, o último romance de Mailer apresenta um retrato do ditador pintado “com tintas psicanalíticas por um demônio filosoficamente inquieto”. Sobriamente engaçado, o livro mostra que o escritor, morto em novembro aos 84 anos, permaneceu cativante até a última provocação, afirma a New Yorker
.

O Filho Eterno, Cristovão Tezza,
“De um racionalismo brutal”, observa Armando Antenore na Bravo!, o romance francamente autobiográfico, “lança mão de reflexões tão cruéis quanto corajosas para relatar o que significa conceber e educar até a idade adulta um portador de alterações genéticas graves.”

Homem Comum, Philip Roth,
Lançado nos EUA no ano passado, o livro é novela da maturidade de um mestre, em que o autor desfia sua habitual elegância e concisão. Misturando sua biografia com a do protagonista, relata as inquietações de um velho judeu ao ser confrontado com a possibilidade da morte.

Os Pichicegos, Rodolfo Fogwill
Um grupo de jovens argentinos, enviado às Malvinas para retomar a posse das ilhas ocupadas pela Inglaterra, deserta em pleno conflito, vivendo escondidos em trincheiras enregeladas.Proibido pela ditadura militar, o livro impressiona por seu lado torturante, quase fantástico do autor, único a reproduzir a verdade do absurdo desenrolado nas Malvinas, afirma o Clarín.

1808, Laurentino Gomes
Um dos livros mais vendidos do ano, 1808 traz a luz da coloquialidade a história da Corte Portuguesa no Brasil. O autor articula a produção de dez anos de pesquisa em síntese histórica que brilha pela limpidez e pela projeção do passado no presente, escreve Mary Del Priore em Veja.

Precisamos Falar Sobre o Kevin, Lionel Shriver
Recusado por cerca de 30 editoras antes de ser lançado e vender mais de 600 mil cópias no Reino Unido, o livro constrói, por meio de cartas entre a mãe ausente e o pai mais ainda, o retrato do jovem que dispara contra colegas e professores de sua escola. “Inúmeros autores tentaram traduzir o contexto que leva ao gesto de desespero. Lionel Shriver é de longe a mais bem sucedida” avalia a Publishers Weekly.

Deus Não É Grande, Christopher Hitchens
No livro, o autor volta sua verve provocadora contra a religião, considerada por ele “violenta,obscurantista, intolerante”. “Seu estilo irônico é sempre um prazer, mesmo para o leitor que discorde dele”, observa a Veja.

O Vulto das Torres, Lawrence Wright,
Um dos melhores livros sobre o terrorismo, define a Publishers Weekly, o livro mapeia a trilha do horror fundamentalista, do nascimento da Al-Qaeda e da liderança de Osama Bin Laden aos acontecimentos de 11 de setembro de 2001.

África, Sebastião Salgado,
O livro reúne 300 fotos de Sebastião Salgado no continente em que peregrina há mais de 30 anos.Acompanhadas de um texto do moçambicano Mia Couto, suas poderosas crônicas em preto-e-branco registram “a força trágica de uma terra que, contra todas as adversidades, insiste em reafirmar sua beleza”, observa o Lê Figaro Littéraire.

Fonte: http://www.revistadasemana.com.br

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Andy McKee (nasceu em Topeka, Kansas, em 1979) é um violonista americano que com seu jeito raro de tocar e seu estilo de compor, com muito talento, ganhou grande destaque em 2007 com uma performance ao vivo de sua canção Dryffiting em vídeo no YouTube. O vídeo também foi destaque na primeira página do MySpace, em Julho de 2007. Muitas outras canções de Mckee tem experimentado um êxito semelhante no YouTube, como “Rylynn” e “Africa”.
M
cKee está atualmente em uma turnê mundial promovendo sua música, incluindo o seu mais recente álbum, Gates of Gnomeria, que foi liberado em 10 de setembro de 2007.
Dotado de um estilo de tocar e compor raramente visto, ele se tornou o violinista mais assistido em toda a história do Youtube. Neste exato momento 10,000,000 pessoas já viram o vídeo. Houve um momento em que ele foi o clipe musical mais popular do Youtube. A forma de tocar de Mckee é bem diferente dos violonistas mais convencionais. Ele se utiliza intensamente de dedilhados com ambas as mãos diretamente sobre o braço do violão, com uma habilidade que lembra mais os pianistas. Além disto, combina o toque nas cordas com percussão na caixa do instrumento.

Não deixe de ver os vídeos!!!!

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A menina dos Fósforos

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Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre menininha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar. Por isso, a menininha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre menininha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava. Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão. Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a menininha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de louças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e purê de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da menininha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria. E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velhinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz. «Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.» Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade! — Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda. Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus. Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma menininha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… morta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.

Hans Christian Andersen(1805/1875)
http://www.graudez.com.br/litinf/autores/andersen/andersen.htm

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anjo-no-escuro.jpgEt erunt signa in sole
Et luna et stellis
Et presura gentium
Prae confusione sonitus maris
 

Elbosco – Nirvana

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Tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,

com outro número e outra vontade de acreditar,

que daqui para diante vai ser diferente”

Carlos Drummond de Andrade

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