1º – Ulisses (1922) – James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico -a “Odisséia”, de Homero-, “Ulisses” pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de “imensa futilidade e anarquia da história contemporânea”.
2º – Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”. Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.
3º – O Processo – Franz Kafka (1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.
4º – Doutor Fausto (1947) – Thomas Mann. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.
5º – Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa (1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão
6º – O Castelo (1926) – Franz Kafka. Em busca de trabalho, o agrimensor K. chega a uma aldeia governada por um déspota que habita um castelo construído no alto da colina. Submetida a leis arbitrárias, a população passa a hostilizá-lo. Kafka morreu antes de concluí-lo.
7º – A Montanha Mágica (1924) – Thomas Mann (1875-1955). Imagem simbólica da corrosão da sociedade européia antes da Primeira Guerra. Ao visitar o primo em um sanatório, Hans Castorp acaba por contrair tuberculose. Permanece internado por sete anos, vivendo em um ambiente de requinte intelectual, em permanente debate com idéias filosóficas antagônicas, até que decide partir para o front.
8º – O Som e a Fúria (1929) – William Faulkner (1897-1962). Edições Dom Quixote (Portugal). No condado imaginário de Yoknapatawpha, no sul dos EUA, a vida da decadente família Compson é narrada por quatro personagens distintos, todos obcecados pela jovem Caddy, neste romance em que a linguagem se amolda à consciência de cada personagem. O americano Faulkner ganhou o Prêmio Nobel em 1949.
9º – O Homem sem Qualidades (1930-1943) – Robert Musil (1880-1942). Nova Fronteira Fio condutor do enredo, o ex-oficial Ulrich é repleto de dotes intelectuais, mas incapaz de encontrar uma finalidadeem que aplicá-los. De caráter ensaístico, a obra é uma vasta reflexão sobre a crise social e espiritual do século 20.
10º – Finnegans Wake Finnegans Wake (1939) – James Joyce. Penguin (EUA). No Brasil, trechos do livro em “Panaroma do Finnegans Wake” (Ed. Perspectiva). Joyce criou nesta obra, que radicaliza seu experimentalismo linguístico, provavelmente o mais complexo texto do século. A narrativa, repleta de referências simbólicas, mitológicas e linguísticas que tornam a leitura um desafio permanente, gira em torno do personagem Humphrey Chimpden Earwicker (HCE) e sua mulher Ana Lívia Plurabelle (ALP), que vivem em Dublin.
11º – A Morte de Virgílio (1945) – Hermann Broch (1886-1951). Relógio d’Água (Portugal). Escritor austríaco. Concebida enquanto o autor estava preso pelos nazistas, a obra é um longo monólogo interior do poeta latino Virgílio.
12º – Coração das Trevas (1902) – Joseph Conrad (1857-1924). Ediouro Escritor ucraniano de língua inglesa. Em busca de um mercador de marfim que desapareceu na selva africana, o capitão Marlowe o encontra inteiramente louco e cultuado como um deus pelos nativos.
13º – O Estrangeiro (1942) – Albert Camus (1913-1960). Record . Obra que consagrou o autor francês de origem argelina (Nobel de 1957) ao tratar do absurdo da existência. Aparentemente sem motivação -”por causa do sol”-, Mersault mata um árabe durante passeio pela praia. Julgado e condenado à morte, resigna-se a seu destino.
14º – O Inominável (1953) – Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira . Conclusão da trilogia do dramaturgo irlandês, após “Molloy” e “Malone Morre”. Reduzido a uma condição precária de existência -sem nome-, o narrador busca se apropriar da identidade de dois outros personagens, Mahood e Worm. Beckett ganhou o Nobel em 1969.
15º – Cem Anos de Solidão (1967) – Gabriel García Márquez (1928). Record . Colombiano, ganhou o Nobel em 1990. A saga de duas famílias no povoado fictício de Macondo é o pretexto para o autor construir uma alegoria da situação da América Latina. Obra que projetou internacionalmente o “realismo mágico”.
16º – Admirável Mundo Novo (1932) – Aldous Huxley (1894-1963). Globo . Inglês. Alegoria sobre as sociedades administradas e sem liberdade. Em um futuro indefinido, todos os nascimentos são “de proveta” e os cidadãos são vigiados. Nascido de uma mulher, John se torna uma ameaça por sua diferença.
17º – Mrs. Dalloway (1925) – Virginia Woolf (1882-1941). Penguin Books (EUA). Inglesa. A partir de um fato banal -a compra de flores para uma festa-, Mrs. Dalloway relembra sua vida -como a relação com a filha e uma antiga paixão.
18º – Ao Farol (1927) – Virginia Woolf. Ediouro . Um passeio da família Ramsay a um farol, frustrada pelo mau tempo, torna-se imagem da sensação de perda que percorre a obra: logo após irrompe a Primeira Guerra e a morte atingirá os Ramsay.
19º – Os Embaixadores (1903) – Henry James (1891-1980). Oxford University Press (“The Embassadors”, Reino Unido). Tema central do escritor americano, o confronto entre a mentalidade puritana dos EUA a cultura “fin-de-siècle” européia dá o tom nesta história sobre americano que vai a Paris para trazer de volta rapaz seduzido pela capital francesa.
20º – A Consciência de Zeno (1923) – Italo Svevo (1861-1928). Minerva (Portugal). Após várias tentativas malogradas para deixar de fumar, Zeno Cosini segue o conselho de seu psicanalista e decide escrever a história de sua vida, fazendo um retrato impiedoso da burguesia italiana.
21º – Lolita (1958) – Vladimir Nabokov (1899-1977). Cia. das Letras . Russo naturalizado americano. O professor quarentão Humber apaixona-se pela adolescente Lolita. Para tê-la próxima, casa-se com sua mãe, que morre em um acidente de carro. Os dois se tornam então amantes.
22º – Paraiso (1960) – José Lezama Lima (1910-1976). Scipione. Cubano. Após a morte do pai e o fim do “paraíso” familiar, José Cemí conhece Oppiano Licario, que o inicia na poesia. Obra marcada apelo experimentalismo lingüístico.
23º – O Leopardo (1958) – Tomaso di Lampedusa (1896-1957). L&PM . Único romance do autor italiano. No século 19, em uma Sicília dominada por clãs familiares, o aristocrático Fabrizio Salina recusa-se a ver a decadência de sua classe, anunciada pelas convulsões sociais que vão levar a Itália à unificação.
24º – 1984 (1949) – George Orwell (1903-1950). Companhia Editora Nacional . Inglês. Nesta sombria alegoria passada em futuro que seria o ano de 1984, cidadãos estão submetidos à autoridade onipresente do “Big Brother” e proibidos de manifestar sua individualidade.
25º – A Náusea (1938) – Jean-Paul Sartre (1905-1980). Nova Fronteira . Nesta obra que tornou o filósofo Sartre mundialmente conhecido, o herói Roquentin, sentado num banco de praça em uma cidade do interior, subitamente deixa de ver sentido no mundo e passa a ter consciência do “mal-estar de existir”. Francês, Sartre recusou o Nobel em 64.
26º – O Quarteto de Alexandria (1957-1960) – Lawrence Durrell (1912-1990). Ulisseia (Portugal). Inglês de origem indiana. Tetralogia em que a mesma história de política, amor e perversão é contada de quatro óticas diferentes, em quatro diferentes romances : “Justine”, “Balthazar”, “Mountolive” e “Clea”.
27º – Os Moedeiros Falsos (1925) – André Gide (1869-1951). Gallimard (“Les Faux-Monnayeurs”, França). Edouard mantém um “diário do romance”, a partir do qual pretende escrever um romance -”Moedeiros Falsos”. A obra criou o “mise-en-abîme” -técnica em que a personagem se duplica dentro do romance. Francês, recebeu o Nobel em 1947.
28º – Malone Morre (1951) – Samuel Beckett. Edições Dom Quixote (Portugal). Segundo livro da trilogia do autor. Moribundo em um leito de hospital, Malone reflete sobre sua vida.
29º – O Deserto do Tártaros (1940) – Dino Buzzati (1906-1972). Mondadori (“Il Deserto dei Tartari”, Itália) Italiano. O tenente Drogo é enviado ao longínquo e decadente forte Bastiani, situado na fronteira pacificada de um país que nunca é nomeado. Lá, todos aguardam há décadas o ataque improvável dos tártaros e a desilusão se torna regra.
30º – Lord Jim (1900) – Joseph Conrad (1857-1924). Publicações Europa-América (Portugal). Conrad narra a história de um marinheiro atormentado pelo remorso de ter permitido o naufrágio de seu navio.
31º – Orlando (1928) – Virginia Woolf. Ediouro . A autora inglesa imagina sua amiga, a também escritora Vita-Sackville West, vivendo nos três séculos anteriores.
32º – A Peste (1947) – Albert Camus. Record . Epidemia assola Orán, na Argélia. A cidade é isolada e muitos morrem. Escrita logo após o fim da Segunda Guerra, a obra reflete sobre como indivíduos reagem à morte iminente, ao isolamento e ao vácuo de sentido que se abre em suas vidas.
33º – O Grande Gatsby (1925) – Scott Fitzgerald (1896-1940). Relógio d’Água (Portugal). Americano. Vivendo de negócios ilícitos, Jay Gatsby revê antiga paixão, Daisy, agora casada com o milionário Tom Buchanan. Tornam-se amantes, mas Daisy e o marido acabarão por envolver Gatsby em intriga que o levará a um fim trágico.
34º – O Tambor (1959) – Günter Grass (1927). Vintage Books (“The Tin Drum”, EUA). Obra em que o autor alemão narra a ascensão do nazismo. Internado em um manicômio, Oskar relembra sua vida desde os três anos, quando decidiu parar de crescer por ódio aos pais e ao mundo adulto.
35º – Pedro Páramo (1955) – Juan Rulfo (1918-1986). Paz e Terra (R$ 19,50). Mexicano. Nesta obra que prenuncia o “realismo mágico”, Juan chega a Comala em busca do paradeiro do pai, Pedro Páramo. Mas, ao descobrir que o povoado é habitado apenas por mortos, Juan morre aterrorizado. Enterrado, outros fantasmas irão lhe contar a vida de seu pai.
36º – Viagem ao Fim da Noite (1932) – Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Cia. das Letras (R$ 30,00). Francês. Após ser ferido na Primeira Guerra, Bardamu conhece a americana Lola, com quem viaja para os EUA. Passado na França, África e nos EUA, a obra critica as guerras e o colonialismo.
37º – Berlin Alexanderplatz (1929) – Alfred Döblin (1878-1957). Rocco (R$ 42,00). Alemão. Obra que abriu novas possibilidades ao gênero ao utilizar técnicas de montagem e justaposição para construir, nos anos 20, uma Berlim multifacetada, por onde transitam personagens esmagadas pela engrenagem social.
38º – Doutor Jivago (1957) – Boris Pasternak (1890-1960). Itatiaia (R$ 15,90). Um amplo painel da Rússia nas três primeiras décadas deste século, desde a crise do czarismo até a implantação do comunismo. O autor foi perseguido pelo regime comunista soviético, que o forçou a recusar o Prêmio Nobel de 1958.
39º – Molloy (1951) – Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira (R$ 19,00). Primeiro obra da trilogia. Relembrando suas viagens, os narradores Molloy e Moran revelam-se a mesma pessoa, e as viagens, a busca da identidade perdida.
40º – A Condição Humana (1933) – André Malraux (1901-1976). Record (R$ 28,00). Ambientado em Xangai (China), o romance dramatiza os primeiros levantes da Revolução Chinesa, em 1927. Francês, Malraux foi ministro da Cultura de Charles de Gaulle.
41º – O Jogo da Amarelinha (1963) – Julio Cortázar (1914-1984). Civilização Brasileira (R$ 41,00). Argentino. A vida de Oliveira em Paris é o pretexto para o autor criar um dos romances mais ousados do século 20. Ao propor possibilidades da leitura dos capítulos fora da ordem sequencial, o narrador delega ao leitor a capacidade de também “construir” o romance.
42º – Retrato do Artista Quando Jovem (1917) – James Joyce. Ediouro (R$ 19,90). De caráter autobiográfico, a obra investiga o processo de formação do artista ao longo da infância e adolescência do personagem Stephen Dedalus, que será um dos personagens centrais de “Ulisses”.
43º – A Cidade e as Serras (1901) – Eça de Queirós (1845-1900). Ediouro (R$ 7,80). Principal autor do realismo português, Eça põe em cena a dicotomia entre campo e cidade, ao contar a história de dois amigos, um entusiasta da moderna Paris e outro da vida bucólica em Portugal.
44º – Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957) - Carlo Emilio Gadda (1893-1973). Record (R$ 11,00). Neste romance “policial” sobre um roubo de jóias, ambientado nos primeiros anos do fascismo, o autor italiano radicaliza o uso de jargões, gírias e dialetos.
45º – As Vinhas da Ira (1939) – John Steinbeck (1902-1968). Record (R$ 22,00). Americano, ganhou o Nobel de 1962. Marcada por forte crítica social, obra narra a saga de uma família de camponeses em busca de trabalho na Califórnia.
46º – Auto de Fé (1935) – Elias Canetti (1905-1994). Nova Fronteira (R$ 42,00). Búlgaro de língua alemã, ganhou o Nobel de 1981. Obcecado desde a infância pela idéia de ler e saber tudo, o professor Kien acaba por morrer queimado em um incêndio de seus 100 mil livros.
47º – À Sombra do Vulcão (1947) – Malcolm Lowry (1909-1957). Ed. Siciliano (R$ 27,00). Inglês. Incorporando técnicas da linguagem cinematográfica -como flashbacks e justaposição de imagens e pensamentos-, a obra narra o périplo de um velho cônsul alcoólatra por uma cidadezinha do México.
48º – O visconde Partido ao Meio (1952)- Italo Calvino (1923-1985). Companhia das Letras. Italiano nascido em Cuba. Alegoria sobre visconde que, partido ao meio durante uma batalha, passa a viver só com a metade de seu corpo que restou, até que a outra metade decide reaparecer.
49º – Macunaíma (1928) – Mário de Andrade (1893-1945). Scipione e Villa Rica . Obra de ficção mais importante do modernismo brasileiro, “Macunaíma”, “o herói sem nenhum caráter”, sincretiza o que Mário de Andrade considerava as características do povo brasileiro: índio, negro e branco, desleal, ambicioso, coração mole, corajoso, mas preguiçoso.
50º – O Bosque das Ilusões Perdidas (1913) – Alain Fournier (1886-1914). Relógio d’Água (Portugal). A partir da paixão de um estudante por uma aldeã, o autor francês constrói uma fábula poética sobre a passagem da infância à adolescência.
51º – Morte a Crédito (1936) – Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Nova Fronteira . Fugindo da miséria, Ferdinand deixa sua casa e se envolve com um inventor fantástico que criou uma forma de plantio “rádio-telúrico”, que provoca a ira dos agricultores do interior da França. A obra radicalizou o experimentalismo linguístico de “Viagem ao Fim da Noite”.
52º – O Amante de Lady Chatterley (1928) – D.H. Lawrence (1885-1930). Graal . Proibido na Inglaterra por 32 anos, acusado de obscenidade, o romance narra a paixão avassaladora entre a mulher de um aristocrata inglês e um guarda-caça.
53º – O Século das Luzes (1962) – Alejo Carpentier (1904-1980). Global . Cubano. Publicada a princípio em francês, essa crônica histórica se passa na ilha antilhana de Guadalupe, onde comerciante tenta impor os ideais da Revolução Francesa (1789) em curso na Europa.
54º – Uma Tragédia Americana (1925) – Theodore Dreiser (1871-1945). New America Library (“An American Tragedy”, EUA). Escritor americano. Jovem ambicioso e arrivista planeja matar a namorada que pode impedir sua ascensão social. Deixa a idéia de lado, mas a moça acaba morrendo e ele é acusado.
55º – América (1927) – Franz Kafka. Livros do Brasil (Portugal). Obra inacabada de Kafka, publicada três anos após sua morte, conta a história de jovem que é enviado aos EUA pelos pais depois de engravidar uma empregada.
56º – Fontamara (1930) – Ignazio Silone (1900-1978). Europa-América (Portugal). Italiano. A obra gira em torno do recenseamento de camponeses feito pelos fascistas após subirem ao poder. Obra que influenciou o cinema neo-realista.
57º – Luz em Agosto (1932) Willian Faulkner. Livros do Brasil (Portugal). A obra enfoca a tensão racial no sul dos EUA a partir da história de Joe Christmas, que, por ser mulato, não consegue se integrar nem ao mundo dos negros nem ao dos brancos.
58º – Nostromo (1904) – Joseph Conrad. Record. Em país fictício da América do Sul à beira de uma revolução, o marujo Nostromo salva carga em vias de cair em mãos de rebeldes. Debelada a revolta, sua proeza é desprezada pelos companheiros. Resolve então ocultar a carga.
59º – A Vida – Modo de Usar (1978) – Georges Perec (1936-1982). Companhia das Letras . Partindo da idéia do quebra-cabeças, o livro relaciona as vidas e experiências dos moradores de um edifício em Paris. Perec participou do grupo de experimentação literária OuLiPo, de Raymond Queneau.
60º – José e Seus Irmãos (1933-1943) – Thomas Mann. Ed. Nova Fronteira . Tetralogia baseada na narrativa bíblica de Jacó, vendido pelos irmãos aos israelitas: “A História de Jacó”, “O Jovem José”, “José no Egito” e “José, o Provedor”.
61º – Os Thibault (1921-1940) – Roger Martin du Gard (1881-1958). 2 vols. Ed. Globo . Neste ciclo de oito romances, os grandes temas do entre-guerras, como o declínio do espírito religioso e a desilusão com o socialismo, são encenados por meio da trajetória de dois irmãos. Francês, ganhou o Prêmio Nobel em 1937.
62º – Cidades Invisíveis (1972) – Italo Calvino (1923-1985). Companhia das Letras . O viajante veneziano Marco Polo descreve a Kublai Khan, de modo fabular e fantasioso, as incontáveis cidades do império do conquistador mongol.
63º – Paralelo 42 (1930) – John dos Passos (1896-1970). Ed. Rocco . Inaugurando a trilogia “USA”, formada ainda por “1919″ e “Dinheiro Graúdo”, a obra do autor americano descendente de portugueses traça um painel da América nas primeiras décadas do século.
64º – Memórias de Adriano (1951) – Marguerite Yourcenar (1903-1987). Ed. Nova Fronteira . Escritora belga. No século 2º d.C., o imperador romano Adriano, próximo da morte, faz um balanço de sua existência em carta ao jovem Marco Aurélio.
65º – Passagem para a Índia (1924) – E.M. Forster (1879-1970). Publicações Europa-América (Portugal). Inglês. Na Índia sob dominação britânica, um nacionalista hindu é acusado por uma inglesa de praticar atos imorais. É preso e levado a julgamento.
66º – Trópico de Câncer (1934) – Henry Miller. Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural . De caráter autobiográfico, a obra recria o clima de liberdade e inconformismo de artistas e escritores americanos que viviam em Paris no entre-guerras.
67º – Enquanto Agonizo (1930) – William Faulkner. Ed. Exped . O périplo da família Bundren para enterrar a mãe em Jefferson é um pretexto para virem à tona -na consciência das personagens- as desavenças entre irmãos, pai e tios.
68º – As Asas da Pomba (1902) – Henry James (1843-1916). Ediouro . Rapaz é estimulado pela amante maquiavélica a cortejar uma milionária que está à beira da morte.
69º – O Jovem Törless (1906) – Robert Musil. Ed. Nova Fronteira . Alemão. Descreve a vida de adolescentes em um internato alemão, onde a severidade do sistema educacional conjuga-se à brutalidade do comportamento dos alunos.
70º – A Modificação (1957) – Michel Butor (1926). Minuit (“La Modification”, França). Narrado inteiramente na segunda pessoa do plural, o livro conta a história de homem que, em um trem, a caminho de encontrar a amante em Roma, divide-se entre o amor dela e o de sua mulher.
71º – A Colméia (1951) – Camilo José Cela (1916). BCD União de Editoras . Espanhol, ganhou o Nobel de 1989. Diversos personagens e histórias se cruzam neste livro em que a verdadeira personagem é a cidade de Madri (Espanha), logo após a Segunda Guerra.
72º – A Estrada de Flandres (1960) – Claude Simon (1913). Ed. Nova Fronteira . O francês Claude Simon, ligado ao movimento do “roman nouveau” (novo romance), evoca neste livro a derrota da França pelos nazistas em 1940. Ganhou o Prêmio Nobel em 1985.
73º – A Sangue Frio (1966) – Truman Capote (1924-1984). Livros do Brasil (Portugal). Enviado como jornalista para cobrir um crime real, o autor americano criou um novo gênero -o romance-documento-, que insere na ficção a investigação sistemática da reportagem.
74º – A Laranja Mecânica (1962) – Anthony Burgess (1916-1993). Ediouro . Em uma cidade imaginária, o líder de uma gangue de vândalos é preso e submetido a lavagem cerebral para “descriminalizá-lo”. Escritor britânico.
75º – O Apanhador no Campo de Centeio (1951) – J.D. Salinger (1919). Editora do Autor . O americano Salinger retrata o vazio da classe média americana e os dilemas típicos da adolescência nos anos 50 a partir da história de um jovem que vaga sem rumo por Nova York.
76º – Cavalaria Vermelha (1926) – Isaac Babel (1894-1941). Ediouro . De grande força épica, o livro narra a vida repleta de massacres e violência dos soldados russos -os cossacos.
77º – Jean Christophe (1904-12) – Romain Rolland (1866-1944). Ed. Globo . Biografia imaginária de um músico alemão que vai viver na França, mas acaba se decepcionando com a frivolidade da cultura do país.
78º – Complexo de Portnoy (1969) – Philip Roth (1933). Editora L&PM . Americano. Conceito da psiquiatria, “Complexo de Portnoy” tem como eixo garoto judeu obcecado pela mãe e em busca de satisfação sexual, o que acaba por aumentar seu complexo de culpa.
79º – Nós (1924) – Evgueni Ivanovitch Zamiatin (1884-1937). Ed. Antígona (Portugal). O escritor russo satiriza o regime comunista soviético por meio de uma cidade imaginária onde não existem nem individualismo nem liberdade.
80º – O Ciúme (1957) – Allain Robbe-Grillet (1922). Ed. Minuit (“La Jalousie”, França). Francês. Nesta obra-chave do “nouveau roman”, um narrador paranóico investiga a suposta traição da mulher.
81º – O Imoralista (1902) – André Gide (1869-1951). Ed. Gallimard (“L’Imoraliste”, França). Escritor francês. Criado na estrita moral puritana, Michel busca a auto-realização, o que resulta no sacrifício daqueles que o cercam, como a sua mulher.
82º – O Mestre e Margarida (1940) – Mikhail Afanasevitch (1891-1940). Ed. Ars Poética . Escritor russo. Voland -a encarnação do diabo- é internado em um manicômio ao desmascarar os abusos e favoritismos da sociedade russa dos anos 20.
83º – O Senhor Presidente (1946) – Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Ed. Losada (“El Señor Presidente”, Argentina). Ganhador do Nobel de 1967, o guatemalteco se tornou um dos pioneiros do “realismo mágico” com esta obra que satiriza um ditador sul-americano.
84º – O Lobo da Estepe (1927) – Herman Hesse (1877-1962). Ed. Record . Escritor alemão. Solitário e em crise existencial, o escritor Harry Haller acaba por conhecer duas pessoas que vão incitá-lo a aceitar a vida em toda a sua plenitude.
85º – Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910) – Rainer Maria Rilke (1875-1926). Editora Siciliano . Escritor alemão. Intelectual reflete em seu diário sobre a morte e a busca de Deus enquanto se recupera de uma doença.
86º – Satã em Gorai (1934) – Isaac B. Singer (1904-1991). Ed. Perspectiva . No século 17, em uma aldeia da Polônia assediada por tropas inimigas, um falso messias anuncia a redenção próxima. Polonês de língua inglesa, Singer recebeu o Prêmio Nobel em 1978.
87º – Zazie no Metrô (1959) – Raymond Queneau (1903-1976). Ed. Rocco . Francês, criador nos anos 60 do grupo de experimentação literária OuLiPo. Enquanto o metrô está em greve, Zazie percorre a cidade de Paris, partilhando a experiência de personagens como uma viúva, um taxista e um cabeleireiro.
88º – Revolução dos Bichos (1945) – George Orwell. Editora Globo . Animais de uma fazenda se rebelam contra seus donos e tomam o poder. Ambicionam realizar uma “sociedade” igualitária, mas logo se instala uma ditadura, a dos porcos, que submete os demais bichos como faziam os donos humanos.
89º – O Anão – Pär Lagerkvist. Ed. Farrar, Strauss & Giroux (“Dwarf”, EUA). No século 15, em Florença, um anão conta em um diário como foi encarcerado na torre do palácio por Lorenzo de Médici depois de servi-lo por vários anos. O autor sueco ganhou o Nobel em 1951.
90º – A Tigela Dourada (1904) – Henry James. Oxford University Press (“The Golden Bowl”, EUA). Dividido em duas partes, o livro é um estudo sobre o adultério a partir da ótica de um aristocrata e de sua mulher.
91º – Santuário – William Faulkner. Editora Minerva (Portugal). Um delinquente mata um de seus comparsas e violenta uma jovem, que ele depois obriga a se prostituir. Perseguido pela polícia, ele é inocentado do crime pela mulher, que acusa a um outro, que acaba linchado. A fraqueza da justiça humana, a crueldade e a impotência são alguns dos temas reunidos por Faulkner neste livro, em que a tragédia grega se intromete no romance policial, na observação de André Malraux.
92º – A Morte de Artemio Cruz (1962) – Carlos Fuentes (1928). Ed. Rocco . Escritor mexicano. Inválido e à beira da morte, o rico e poderoso Artemio Cruz relembra o seu passado revolucionário.
93º – Don Segundo Sombra (1926) – Ricardo Güiraldes (1886-1927). Ed. Scipione . De dimensões míticas, obra narra a formação de um jovem por um dos últimos “gauchos” dos pampas argentinos. Obra de forte caráter nacionalista.
94º – A Invenção de Morel (1940) – Adolfo Bioy Casares (1914). Ed. Rocco . Neste clássico da literatura fantástica, o autor argentino cria a história de um homem em fuga da Justiça que chega a uma ilha deserta, onde pouco a pouco realidade e imaginário começam a se misturar.
95º – Absalão, Absalão (1936) – William Faulkner. Editores Reunidos (Portugal). O passado mítico e trágico de Thomas Sutpen, que impôs a destruição à velha aristocracia de uma cidade, é narrado a partir de três pontos de vista diferentes, que se contradizem, se anulam ou se confirmam. O drama familiar, o conflito racial e a decadência sulina expandem-se em um quadro histórico dos maiores construídos por Faulkner.
96º – Fogo Pálido (1962) – Vladimir Nabokov (1899-1977). Ed. Teorema (Portugal). Escritor russo-americano. Após apresentar ao leitor um poema recém-descoberto -”Fogo Pálido”-, o narrador analisa sua estrutura e investiga as motivações que levaram o autor -já morto- a escrevê-lo.
97º – Herzog (1964) – Saul Bellow (1915). Ed. Relógio d’Àgua (Portugal). Em crise existencial, intelectual passa a enviar cartas a figuras fictícias, como filósofos, políticos, além de Deus e a si mesmo. Americano, ganhou o Nobel em 1976.
98º – Memorial do Convento (1982) – José Saramago (1922). Bertrand . Autor português, ganhou o Nobel em 1998. Durante construção de convento em Portugal no século 18, padre idealiza realizar um engenho voador, a “passarola”, o que desagrada a Inquisição.
99º – Judeus sem Dinheiro (1930) – Michael Gold (1893-1967). Editorial Caminho (Portugal). Membro do Partido Comunista, o escritor americano traça um painel do bairro do Lower East Side, em Nova York, durante as primeiras décadas do século, quando começavam a chegar as primeiras levas de imigrantes judeus.
100º – Os Cus de Judas (1980) – Antonio Lobo Antunes (1942). Ed. Marco Zero . Escritor português. A obra trata de forma sarcástica e irreverente a ditadura salazarista dos anos 70 e as guerras pela libertação das colônias portuguesas na África.
os intelectuais da folha sacam tudo mesmo!!!Fazer uma lista dos cem melhores livros da literatura universal e não colocar nenhum do dostoievski, nenhum do hemingway, coisa de intelectual, apesar de que a lista tem algumas surpresas como Celine.
Realmente, esta lista esta cometendo um pecado deixando de fora Homero, Dostoiévski, Dante Alighieri, Vitor Hugo, Tolstoi, Cervantes, Platão, Machado de Assis, e muitos outros…é pra se refletir.
Melhores livros… muito relativo!
Creio que seja a lista dos 100 melhores livros, de escritores do seculo passado e n de todos os tempos…
Mesmo que esta lista seja apenas dos autores do século XX, senti duas grandes ausências:
Qualquer livro, que seja apenas um de Ernest Hemingway e também a Metamorfose de Franz Kafka.
p.s.: se a lista for dos melhores romances de todos os tempos, a Folha tá sofrida, hein?
Um julgamento subjetivo, injusto e altamente pretencioso. .
Cade Cervantes? Shakespeare?? Goethe??? Camões???? Isso está errado!
Os 100 melhores romances do século XX, manjadora.
Eu apontaria Oscar Wild também!
Porém, acredito que essa lista esteja fantásticamente correta!
Putz! Cadê Arthur C. Clarke?
E
Sartre? E Sophia Mello Breyner? E Milan Kundera?
Faltou Dostoievski e Machado de Assis.
Machado de Assis é um lixo. E Dostoievski não entraria numa lista de melhores do séc. XX.
Shakespearnão é do século XX!!!!
Que absurdo!!!!
Onde estão Paulo Coelho, Jonh Grishan, Stephen King?
Pobre folha!!!
Para quem pretende ser leitor de grandes obras literárias, uma vergonha a péssima interpretação: nem um mero título se dão ao trabalho de entender.
A lista é dos escritores do século XX, como William bem afirmou. Não há como ter Cervantes, Dostoiévski, Dante, Oscar Wilde, Camões etc.
Por sinal, considero a lista de extremo bom gosto, embora eu não concorde totalmente com a mesma.
Concordo com a Karina e com a observação bem pontual do William..está bem claro que a lista são dos melhores romances da literatura universal do século XX… porém deixar fora da mesma Milan Kundera e Hemingway, pelo menos na minha perspectiva, é uma falha muito grande.
essa lista ta mais pros menos reconhecidos do que pros melhores livros. so faltou os melhores romances do seculo XX.
Há um grande ERRO nesta lista que foi a exclusão do MELHOR ESCRITOR BRASILEIRO (e talvez de outras partes do mundo também) ÉRICO VERÍSSIMO…..apenas quem nao leu seus livros nao mencionaria seu nome aqui…
Cadê Erico Verissimo, e seus lírios?
Deixa a desejar…
de todos esses livros só li três até agora e curso letras , será que os melhores livros não são os mais lidos ou muita literatura boa foi deixada de fora?
respeito a lista mas não concordo com ela, onde é que deixaram o Umberto Eco, fiodor Dostoiévski, hemingway,zola e outros.
apenas não concordo com o h. eco
Ignorar Érico veríssimo,Daniel defoe, Diderot, j.j.rousseau,entre outros, não chega a comprometer a lista da ”folha” mas, em meu entender modesto, empana-lhe o brilho e abre caminho para outras injustiças literárias.
Lamentável, sob qualquer ponto de vista, é requerer que Paulo Coelho, figure em meio a nomes como os citados nesta lista, já basta a injustiça insana de fazê-lo integrante vergonhosamente da academia brasiliera de letras.
Lamentável realmente, imperdoável faltar:
Hemingway, Vargas Llosa, Milan Kundera, Simone Beauvoir e tem muitos livros melhores do que alguns que estão listados.
Nossa so faltou “A MORENINHA” nessa lista!!!
Ahh.. faltou tambem “CAZUZA”…
Adoroo
Qualquer escolha, qq opinião será sempre injusta e de vistas curtas. Numerá-los ainda pior. Não será mais justo dizer-se que estão aqui representados alguns dos mais significativos romances da literatura mundial? Acredito que seria possível uma outra lista igualmente fundamental! Apesar de tudo, parece relevar romances incontornáveis…
Pô faltou as obras de machado de assis que na minha opinião foi o maior escritor brasileiro!
100 melhores romances do sec. XX e não de todos os tempos. Como podem esperar que figurem nessa lista Dostoievski, Victo Hugo, Tolstoi, etc ?
Quando a Folha de São Paulo publicou esta lista, fez também uma lista com os 100 melhores romances (segundo a equipe da Folha) da literatura brasileira. Meu caro, voce a teria também? E poderia fazer a gentileza de publicá-la em seu blog? Saudações.
Respondendo a uma anta aí em cima: Homero não viveu no século XX, tá? E a relação dos melhors do século.. Portanto, está fora…
Qualquer lista de cem melhores é sempre uma baboseira. Com qual régua mediram a qualidade? Ou será que usaram uma balança, um termômetro, um compasso?
Cadê Josué Montello?? Penso que seria melhor escolher mais cem escritores, pois ficou muita gente fora dessa lista.
saudações
GALERA, A LISTA É SOMENTE DOS LIVROS DO SÉCULO XX
Dostoiévisk, Cervantes, Shakespeare, Goethe …..são de um “pouquinho” antes’
I think you should have included the works of Pynchon in there A Dance to the Music of Time.
creio que esa lista carece da prasença de mulheres mas deixar clarice lispector em perto do coração selvagem e não perceber o quão rica e nossa literatura.
LISTA MUITO BOA!!! EM VEZ DE VOCES FICAREM RECLAMANDO POR QUE NÃO TRATAM DE LER OS LIVROS PRIMEIRO E ACABAREM COM SEU PRECONCEITO?
Que injustiça deixar o almanaque do cebolinha de fora
Cadê o bom e velho Charles Bukowski?
Infelizmente a lista contém alguns livros bons, porém carece de sensibilidade uma vez que a ordem numérica dos livros deixa a desejar. Franz Kafka é lembrado várias vezes, porém sua obra que o consagra não, ” A METAMORFOSE”. A baixo segue a lista dos 10 melhores livros de todos os tempos:
01- DOM QUIXOTE- MIGUEL DE CERVANTES
02- MOBY DICKY- HERMAN MELVILLE
03- CRIME E CASTIGO FIÓDOR DOSTOIEVSKY
04- EM BUSCA DE UM T. PERDIDO MARCEL PROSUT
05- A METAMORFOSE FRANZ KAFKA
06- ULISSES JAMES JOYCE
07- 1984 GEORGE ORWELL
08- O APANHADOR NO C. DE CENTEIO J. D. SALINGER
09- O SENHOR DOS ANÉIS J. R. R. TOLKIEN
10- CEM ANOS DE SOLIDÃO G. GARCIA MARQUES
heraldodamasceno@hotmail.com
Pelo visto, muitos deram uma olhada no post mas não leram direito nem o título. E é óbvio que qualquer lista é apenas uma lista entre muitas possíveis, de acordo com a opinião de quem a elabora. Difícil, entretanto, imaginar uma lista como esta que não inclua pelo menos os cinco primeiros desta.
Qualquer lista chama mais a tenção pelas ausencias. Mas, é claro, os livros citados são fundamentais e a lista pode servir com um guia para quem deseja se aventurar pelo mundo mágico da literatua. Meu favorito é Lolita, além dos livros de Vargas Llosa. Sou fã, também de Borges, embora ele escreva preferencialmente contos. No mais, parabéns pela iniciativa.
MEU DEUSSSSS!!! CADE O DOSTOIEVSKY???????????
Leia o título por favor!!!!
Paulo Silva, leia OS 100 LIVROS BRASILEIROS DO SÉCULO 20, está no blog…
beijos
A lista é interessante, serve para guiar novos leitores, e estão presentes livros excelentes. Mas como toda lista de ‘melhores’, contém erros. 03 de Joyce ??? ( este foi o maior absurdo ) Alguém gostaria de ler ” Grande sertão: Veredas” em inglês? 03 de Kafka? ( com todo respeito…); 02 de Virginia Woolf? Em relação a ‘Macunaíma’, teço comentários: não fosse o Mário paulista, estaria presente este mesmo livro, sem as mesmas vírgulas incluído? A Folha teria como se sair desta, caso mudasse a chamada para ” os 100 mais importantes livros do século XX”, aí vá lá, deixo estar…
Em relação a obras que não foram contempladas, lembro: ” A Idade da Razão” (Sartre), “Sidarta” ( Hesse ), e o pobre Kundera, que nem sequer apareceu. Será que se esperam sua morte ou o aval da Academia Sueca?
Abraços a todos.
vamos corrigir alguns termos ditos. primeiramente, como estamos discutindo um assunto chamado leitura, não podemos afirmar que um autor seja um “lixo”, como falaram do Machado de Assis. segundo, essa lista foi criada pela folha de são paulo, sendo assim não significa que os intelectuais da folha estejam corretos 100%. gosto é gosto e não se deve discutir. guerras hoje acontecem pelo mundo todo, porque cada pessoa acha sua ideia e sua opinião o centro do universo. Unicamente só pode ser dito e comentado o que de fato possa ser coerente para uma discussão como essa, como por exemplo: não gosto desse escritor ou esse escritor realmente merece destaque.
Não quero com esse comentário, impor minha análise crítica como a mais sensata, estou aqui, apenas deixando minha opinião.
….
Paulo Coelho para mim, torna-se carta fora do baralho, carta essa que passa longe de um dia entrar em um grupo limitado com valores significativos do mais baixo ao mais alto.
Falando do gênero romance, e de escritores do século XX, para mim o melhor foi o Hermann Hesse, que é mencionado na lista com sua obra O Lobo da Estepe.
p.s: também acho um absurdo, deixarem o almanaque do cebolinha fora dessa lista.
cakario@hotmail.com
gente recomendo pra vcs q gostam de
romance…leiam o livro “Soul Love”
é muito lindo ,,,vale apena ler
acho que a lista contempla o autores consagrados so SECULO XIX, por isso não há dostoiévski, e outros GRANDES.
Mas falando sério, Paulo Coelho? Stephen King? Eles não escrevem literatura. As obras são escolhidas por terem uma importância no século, que nos dizem algo que só eles conseguem perceber. Por Favor!
hei gente, é uma lista dos melhores romances e não dos melhores escritores. Antes de fazerem suas críticas, aprendam a ler primeiro.
queria saber a cerca da literatura universal
assua evoluição, e bibliografia
Pessoal, “A metamorfose”, de Franz Kafka, não entrou na lista porque não costuma ser classificado como romance, e sim como novela.
Lembrando também que os principais romances de Machado de Assis (Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba) são do século XIX.
Borges escreveu contos, ensaios e poesia. Não escreveu nenhum romance, daí sua ausência na lista.
Gente, raciciona! A lista se refere aos 100 melhores romances do SÉCULO XX, não de todos os tempos. Como poderia entrar aí Dostoievski, Shakespeare, Dante? Prestem mais atenção ao texto antes de escreverem bobagem.
essa lista deve ser dos piores nao dos melhores deixando de fora o :MIA COUTO,DAN BROWN,PLATAO ETC, isso e uma covardia pa.
Minha gente,
Ao invés de ficarem discutindo quem tem razão, por que não pesquisar sobre os grandes clássicos da Literatura Universal? Sssim, quem sabe, possam aprender alguma coisa e fazer comentários mais aprofundados sobre o assunto.
Graça Lima, Salvado~-Bahia
Pô, o pessoal nem lê direito. SÉCULO XX!!!!! Não tem Machado, Homero, Shakespeare, etc!!
A correção a ser feita: Gabriel García Marquez ganhou o Nobel em 1982.
Credo!Alguém acima citou Paulo Coelho!É brincadeira né!
E o Morro dos ventos uivantes- Emily Bronte?
Quanto comentário estúpido, está no título do post, “SÉCULO XX”, além do mais, é só olhar a lista que percebe-se claramente isso…
Fala Sério!
SÉCULO XX!!!!!!
Não ter Machado de Assis e nem ter Alan moore não tem perdão, rasga e joga fora